Pessoal... eu quero falar um pouquinho sobre SER CELÍACO.
Nós celíacos não estamos preocupados em comer sem glúten para emagrecer e ter corpão de verão, estamos preocupados em NÃO MORRER.
Estamos preocupados em ter uma VIDA NORMAL.
Essa doença nos obriga a nos preocupar com nossa saúde e racionalizar, ou seja, pensar, raciocinar, planejar cada momento do seu dia que deveria ser espontâneo, normal, tranquilo.
Por isso o dia-a-dia se torna estressante, fatigante e as vezes dá vontade de jogar tudo pro alto e FODA-SE.
Mas aí vem as consequências... DOR no abdômen, DOR de cabeça, DOR muscular, diarreia, anemia, FRAQUEZA... E uma sensação de IMPOTÊNCIA, de vulnerabilidade... Como se o mundo fosse grande demais, como se o meu corpo, veículo do meu espírito infinito, não fosse suficiente pra me levar onde quero, pra viver, pra VIAJAR! É possível sonhar em ser mochileiro, viajar o mundo sendo celíaco? Eu tinha esse sonho e ele morreu. Não que isso seja realmente impossível, mas é que dá MEDO.
MEDO é uma palavra que se torna constante no seu dia-a-dia, tão presente que nem se fala nela, apenas sentimos e ficamos amigas dela.
E o FUTURO? Não sei, sinceramente não sei. Eu sei que um plano de saúde dos bons deve estar escrito no meu futuro, porque tumor no intestino e linfoma são uma realidade possível.
E será que um dia vou SER MÃE? Também não sei. Talvez com muita insistência e determinação, porque nós celíacos temos problemas nos órgãos reprodutores: útero, ovário, endometriose, etc, etc... fora a anemia de B12 que em uma gestação é perigosíssimo.
E é uma guerra constante, enfrentar o PRECONCEITO de quem acha que você é mal educado quando não divide sua comida ou quando não te convidam pra festa porque você não vai poder comer o que vão servir.
Essa é a minha vida, a vida da minha família e é a vida de todas as pessoas que recebem o mesmo diagnóstico.
Há LUZ no fim do túnel, a gente APRENDE A VIVER dentro das nossas possibilidades, e até passar a DAR MAIS VALOR as coisas que antes eram imperceptíveis, que eram comuns.
E eu só escrevi esse desabafo porque eu quero RESPEITO, e quero respeitem todas as pessoas que vivem a mesma situação.
E quanto mais divulgamos sobre nossa doença, sobre nossa realidade, mais respeito e mais DIREITOS conquistamos.
Então, você celíaco, fale disso para os seus amigos, fale no Facebook, youtube, jornal.... pra que as pessoas nos entendam e nos respeitem.
Estamos preocupados em ter uma VIDA NORMAL.
Essa doença nos obriga a nos preocupar com nossa saúde e racionalizar, ou seja, pensar, raciocinar, planejar cada momento do seu dia que deveria ser espontâneo, normal, tranquilo.
Por isso o dia-a-dia se torna estressante, fatigante e as vezes dá vontade de jogar tudo pro alto e FODA-SE.
Mas aí vem as consequências... DOR no abdômen, DOR de cabeça, DOR muscular, diarreia, anemia, FRAQUEZA... E uma sensação de IMPOTÊNCIA, de vulnerabilidade... Como se o mundo fosse grande demais, como se o meu corpo, veículo do meu espírito infinito, não fosse suficiente pra me levar onde quero, pra viver, pra VIAJAR! É possível sonhar em ser mochileiro, viajar o mundo sendo celíaco? Eu tinha esse sonho e ele morreu. Não que isso seja realmente impossível, mas é que dá MEDO.
MEDO é uma palavra que se torna constante no seu dia-a-dia, tão presente que nem se fala nela, apenas sentimos e ficamos amigas dela.
E o FUTURO? Não sei, sinceramente não sei. Eu sei que um plano de saúde dos bons deve estar escrito no meu futuro, porque tumor no intestino e linfoma são uma realidade possível.
E será que um dia vou SER MÃE? Também não sei. Talvez com muita insistência e determinação, porque nós celíacos temos problemas nos órgãos reprodutores: útero, ovário, endometriose, etc, etc... fora a anemia de B12 que em uma gestação é perigosíssimo.
E é uma guerra constante, enfrentar o PRECONCEITO de quem acha que você é mal educado quando não divide sua comida ou quando não te convidam pra festa porque você não vai poder comer o que vão servir.
Essa é a minha vida, a vida da minha família e é a vida de todas as pessoas que recebem o mesmo diagnóstico.
Há LUZ no fim do túnel, a gente APRENDE A VIVER dentro das nossas possibilidades, e até passar a DAR MAIS VALOR as coisas que antes eram imperceptíveis, que eram comuns.
E eu só escrevi esse desabafo porque eu quero RESPEITO, e quero respeitem todas as pessoas que vivem a mesma situação.
E quanto mais divulgamos sobre nossa doença, sobre nossa realidade, mais respeito e mais DIREITOS conquistamos.
Então, você celíaco, fale disso para os seus amigos, fale no Facebook, youtube, jornal.... pra que as pessoas nos entendam e nos respeitem.
Grata.

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